A economia argentina caiu 1,8% em 2024, contrariando previsões e destacando os desafios do governo Milei em meio a cortes drásticos e queda no consumo
A atividade econômica da Argentina contraiu 1,8% ano a ano em 2024, o primeiro ano do governo do presidente Javier Milei, de acordo com informações preliminares divulgadas nesta terça-feira (25) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC).
A queda da atividade foi menor do que a esperada por analistas e consultorias locais, dado o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que nos três primeiros trimestres do ano passado acumulou queda de 3%, em meio a um rigoroso programa de cortes de gastos públicos e contração monetária que levou a uma forte queda do consumo.
De acordo com organizações multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, a economia argentina deverá cair 3,5% em 2024.
De acordo com dados do INDEC, a economia argentina teve um bom desempenho em dezembro, crescendo 5,5% em comparação ao mesmo mês em 2023. Ela também se expandiu 0,5% em comparação a novembro passado.
Assim, no último mês de 2024, o setor que registrou maior crescimento foi a intermediação financeira com 18%, seguido pelos impostos líquidos de subsídios com 13,1%, comércio com expansão de 7,4% e mineração e extração com crescimento de 7,3%.
Além disso, a agricultura, a pecuária, a caça e a silvicultura, bem como a indústria de transformação, cresceram 6,7% em dezembro, respectivamente.
Por outro lado, o setor que apresentou forte contração no último mês do ano passado foi a pesca, com queda de 25%, seguido pelo setor da construção civil, que, afetado pela decisão do governo de paralisar obras públicas, caiu 7,2%.
Em 2024, um total de 10 setores da economia cresceram enquanto outros seis caíram, incluindo atividades de serviços comunitários, sociais e pessoais, e administração pública e defesa, detalhou a entidade estatal.
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