O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou uma alta de 1,06% em fevereiro de 2025, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira, 27.
Esse aumento veio ligeiramente acima da expectativa de analistas, que previam um avanço de 1,03%, conforme pesquisa realizada pela Reuters.
Em janeiro, o índice havia subido 0,27%. Com o resultado de fevereiro, o IGP-M acumula uma alta de 8,44% nos últimos 12 meses.
O aumento no índice foi impulsionado, principalmente, por altas nos preços de produtos no atacado e no varejo.
A alta foi impulsionada por itens do estágio de Matérias-Primas Brutas, que apresentaram um aumento significativo de 1,75% em fevereiro, depois de uma queda de 0,75% em janeiro.
Os principais responsáveis pela aceleração no IPA foram os preços de ovos, que subiram 21,60%, e o café, que teve alta de 13,04%. Ambos os itens sofreram fortes elevações devido a fatores climáticos, como o aumento das temperaturas, que afetaram a produtividade e limitaram a oferta. O café torrado e moído também teve um aumento de 13,62%, refletindo o movimento no mercado de grãos.
Além disso, no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, a alta foi de 0,91%, uma aceleração considerável em relação ao aumento de 0,14% registrado em janeiro. Essa aceleração foi observada em cinco das oito classes que compõem o índice.
O grupo Habitação, por exemplo, teve um aumento de 1,49%, depois de uma queda de 1,65% no mês anterior.
O destaque foi o subitem tarifa de eletricidade residencial, que teve uma variação de +5,52% em fevereiro, após uma queda de 9,81% em janeiro. Esse aumento reflete os ajustes no ICMS e a retirada do bônus de Itaipu, conforme indicado pela FGV.
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve um aumento de 0,51% em fevereiro, embora tenha desacelerado em relação ao mês anterior, quando registrou uma alta de 0,71%.
O IGP-M, que calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, é amplamente utilizado para reajustes de contratos de aluguel e serviços, sendo um importante indicador da inflação no Brasil.
A aceleração do índice em fevereiro reflete, portanto, pressões em diferentes segmentos da economia, com destaque para o aumento nos preços de alimentos e energia elétrica.
A alta no IPC e no IPA sugere um cenário de inflação que impacta tanto o consumidor final quanto os preços no atacado, indicando possíveis ajustes adicionais nas contas dos consumidores nos próximos meses.
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