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Nova Indústria Brasil gera crédito bilionário para o Nordeste

A política industrial lançada pelo governo federal em janeiro de 2024, sob o nome de Nova Indústria Brasil (NIB), mobilizou R$ 9,5 bilhões em crédito no primeiro ano por meio do Banco do Nordeste (BNB). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pela instituição e abrangem financiamentos realizados nos nove estados nordestinos, além de áreas […]

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Foto: Tony Holanda/Adepe

A política industrial lançada pelo governo federal em janeiro de 2024, sob o nome de Nova Indústria Brasil (NIB), mobilizou R$ 9,5 bilhões em crédito no primeiro ano por meio do Banco do Nordeste (BNB).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pela instituição e abrangem financiamentos realizados nos nove estados nordestinos, além de áreas de Minas Gerais e Espírito Santo sob atuação do banco.

A NIB faz parte da estratégia do governo federal para fomentar a reindustrialização com base em critérios de sustentabilidade e inovação.

O programa estabelece metas até 2033 em seis missões estratégicas: infraestrutura, moradia e mobilidade; agroindústria; complexo industrial da saúde; transformação digital; bioeconomia e transição energética; e tecnologia de defesa.

Segundo o balanço do BNB, o maior volume de recursos foi destinado a projetos ligados à bioeconomia, transição energética e descarbonização da economia. Esse grupo de iniciativas recebeu R$ 4,3 bilhões em contratações de crédito.

Outros R$ 3,9 bilhões foram aplicados em projetos de infraestrutura, saneamento e mobilidade com foco em integração produtiva regional. O valor restante foi direcionado a cadeias agroindustriais com enfoque em segurança alimentar e práticas sustentáveis.

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, afirmou que a política está alinhada às diretrizes do governo federal.

“Sabemos que é importante tornar nossa indústria mais competitiva, e isso passa por investimento em inovação e práticas de sustentabilidade. O reflexo será a geração de emprego e renda na nossa área de atuação, reduzindo as desigualdades, que são diretrizes do governo do presidente Lula”, disse.

No estado de Pernambuco, o volume contratado somou R$ 558 milhões. Desse total, R$ 363 milhões foram alocados em projetos de bioeconomia, descarbonização e segurança energética.

De acordo com o banco, esses investimentos integram os pilares do programa voltados à preservação dos recursos naturais e ao fortalecimento da matriz energética nacional.

A Nova Indústria Brasil foi apresentada como resposta à necessidade de modernização do parque industrial brasileiro e à ampliação da competitividade dos setores produtivos.

A proposta é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com outras pastas e órgãos públicos.

O programa utiliza instrumentos financeiros e regulatórios para incentivar investimentos privados e estimular a inovação em setores considerados estratégicos.

Entre os mecanismos utilizados estão linhas de crédito com condições diferenciadas, apoio técnico a projetos de modernização produtiva e medidas de incentivo à produção nacional.

Além dos financiamentos, a NIB prevê a utilização de compras públicas como ferramenta de indução do desenvolvimento industrial.

Por meio de decretos, o governo federal estabeleceu critérios que priorizam a aquisição de produtos e serviços nacionais em setores considerados prioritários, como mobilidade urbana, saneamento, saúde e economia de baixo carbono.

As medidas incluem exigências de conteúdo local mínimo e favorecimento a tecnologias desenvolvidas por empresas brasileiras. A expectativa é de que esses critérios contribuam para a ampliação da capacidade produtiva em áreas estratégicas, ao mesmo tempo em que garantem retorno econômico e social aos investimentos realizados.

O BNB atua como uma das instituições financeiras responsáveis por executar a política de crédito da NIB no território nordestino. Além do apoio a grandes projetos, o banco também disponibiliza recursos a micro, pequenas e médias empresas com atuação em cadeias produtivas locais.

Com metas estabelecidas até o final da próxima década, a Nova Indústria Brasil propõe uma transição da base produtiva nacional para modelos que incorporem inovação tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

A política prevê ações coordenadas em diversas frentes, com foco em soberania tecnológica, redução das desigualdades regionais e fortalecimento das capacidades industriais do país.

A atuação do BNB nos primeiros 12 meses do programa é considerada um dos primeiros indicadores da implementação da NIB. Segundo fontes do banco, o volume contratado em 2024 superou as expectativas iniciais, e novas operações estão em negociação para os próximos meses.

O governo federal não divulgou até o momento projeções consolidadas de desembolso nacional total por meio da NIB. No entanto, dados preliminares de outras instituições de fomento devem ser incorporados ao balanço geral da política ao longo de 2025.

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