Jornalistas mortos em Gaza: o mês mais letal da história

Israel mata jornalistas da Al Jazeera e da Palestine Today em ataques separados em GazaIsrael mata jornalistas da Al Jazeera e da Palestine Today em ataques separados em Gaza

Forças israelenses cercam Rafah, deixando 50 mil palestinos sem comida e água. Ambulâncias foram impedidas de socorrer feridos, e socorristas estão desaparecidos / Reuters

Forças israelenses seguem atacando Gaza, matando jornalistas e sitiando Rafah, onde 50 mil palestinos estão presos sem comida, água ou atendimento médico


Israel matou dois jornalistas palestinos em ataques separados em Gaza nesta segunda-feira (24), elevando para 208 o número total de profissionais de imprensa mortos no território desde outubro de 2023. Segundo o Middle East Eye, o correspondente da Palestine Today, Mohammad Mansour, foi morto em um ataque aéreo ao norte de Khan Younis. Já o repórter da Al Jazeera Mubasher, Hussam Shabat, foi atingido dentro de seu carro na rua Salah al-Din, no norte do enclave.

Tradução: O correspondente da TV Palestine Today, jornalista Mohammad Mansour, foi morto pelas forças de ocupação quando elas atacaram uma casa ao sul de Khan Yunis.

O Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza condenou “nos termos mais fortes a perseguição, a morte e o assassinato de jornalistas palestinos pela ocupação israelense”.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas afirmou no início do mês que, devido ao alto número de mortes, o período desde outubro de 2023 foi o mais letal para a categoria desde que a ONG começou a coletar dados, há mais de 30 anos.

Os assassinatos ocorrem enquanto tropas israelenses avançam em uma nova ofensiva terrestre em Gaza.

Hossam Shabat, correspondente da Al Jazeera Mubasher, em equipamento de imprensa / Via X

As forças israelenses cercaram o bairro de Tel al-Sultan, em Rafah, no sul do território, deixando 50 mil palestinos encurralados, com acesso restrito a comida e água, e feridos “sangrando até a morte”.

O cerco à área começou no domingo de manhã, com avisos para que civis deixassem o local.

A prefeitura de Rafah declarou que Tel al-Sultan está “sofrendo um genocídio”, com milhares de civis, incluindo crianças, mulheres e idosos, presos sob bombardeios intensos “sem chance de fuga”.

As comunicações na região foram totalmente cortadas, e o destino dos moradores permanece desconhecido.

No domingo, ambulâncias do Crescente Vermelho tentaram chegar a feridos em Tel al-Sultan, mas foram interceptadas por soldados israelenses.

Segundo a organização, um dos socorristas foi liberado após ser “severamente espancado”.

Mais de um dia depois, o paradeiro dos outros membros da equipe segue indeterminado.

Com informações de Middle East Eye*

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