Governo registra superávit histórico de R$ 84,8 bi em janeiro

Brasil inicia o ano com contas no azul / Agência Brasil

O Governo Central fechou janeiro com superávit de R$ 84,8 bilhões, o melhor da série histórica. Receita cresceu, mas despesas também aumentaram no período


Em janeiro de 2025, o Governo Central apresentou um superávit primário de R$ 84,8 bilhões, superando o resultado de janeiro de 2024, que havia ficado em R$ 79,5 bilhões, em valores nominais. Nesse mesmo período, a receita líquida cresceu 3,7% em termos reais, o que equivale a R$ 9,1 bilhões, enquanto as despesas totais aumentaram 4,4%, ou R$ 7,3 bilhões, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

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Via Tesouro Nacional

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Fazenda. Durante a coletiva, a secretária adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Silva Varga, destacou que o desempenho representa o melhor resultado nominal para o mês de janeiro em toda a série histórica.

Quando analisamos o desempenho conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central, o superávit chegou a R$ 104,5 bilhões. Por outro lado, a Previdência Social (RGPS) registrou um déficit de R$ 19,6 bilhões.

Esse resultado foi influenciado pelo crescimento real de 3,7% na receita líquida, que somou R$ 9,1 bilhões, e pelo aumento de 4,4% nas despesas totais, que totalizaram R$ 7,3 bilhões, em relação a janeiro de 2024.

Via Tesouro Nacional

De acordo com o Tesouro, o crescimento real da receita líquida no primeiro mês do ano reflete, principalmente, o aumento de 5,6% nas Receitas Administradas pela Receita Federal, que somaram R$ 11,5 bilhões.

Por outro lado, as Receitas Não Administradas caíram 2,5%, o que representa uma redução de R$ 743,7 milhões, enquanto a Arrecadação Líquida para a Previdência Social recuou 0,9%, equivalente a R$ 479,6 milhões.

Entre as receitas administradas, os destaques foram o Imposto de Importação, que gerou um superávit de R$ 3,0 bilhões, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com R$ 2,2 bilhões, e o Imposto de Renda, que contribuiu com R$ 2,9 bilhões.

Já nas receitas não administradas, o principal impacto negativo veio da Contribuição para o Plano de Seguridade Social do Servidor, que registrou um déficit de R$ 1,1 bilhão.

Aumento nas despesas

Via Tesouro Nacional

No lado dos gastos, os principais fatores que contribuíram para o aumento foram o apoio financeiro a estados e municípios, que subiu R$ 836,6 milhões, os benefícios previdenciários, que cresceram R$ 1,7 bilhão, e os Benefícios de Prestação Continuada (BPC), com um acréscimo de R$ 1,3 bilhão. Além disso, os gastos com o Fundef/Fundeb aumentaram R$ 2,0 bilhões.

O Tesouro também ressaltou que, nas Despesas do Poder Executivo sujeitas à programação financeira, houve um crescimento de R$ 1,7 bilhão nas Despesas Obrigatórias com Controle de Fluxo, com destaque para a área da Saúde, que teve um incremento de R$ 2,4 bilhões.

Já as Despesas Discricionárias aumentaram R$ 1,7 bilhão, principalmente no item “Demais Despesas”, que subiu R$ 1,5 bilhão.

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