Especialistas chineses desempenharam um papel fundamental na criação de um conjunto de padrões internacionais para robôs destinados ao cuidado de idosos, em uma iniciativa que pode acelerar a comercialização da tecnologia.
O novo conjunto de normas, desenvolvido por um grupo de trabalho da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), visa regular o design, a fabricação e a certificação desses robôs, adequando-os às necessidades das populações idosas.
O grupo de trabalho da IEC foi composto por dezenas de especialistas de diferentes países, com um cidadão chinês e um coreano atuando como coordenadores.
Os padrões desenvolvidos pela comissão cobrem uma variedade de aspectos essenciais, como monitoramento de saúde, resposta a emergências e mobilidade, de acordo com informações divulgadas pela emissora estatal chinesa CCTV.
A iniciativa é vista como um passo importante para o avanço da indústria de robôs humanoides, especialmente no contexto do envelhecimento populacional, uma das principais preocupações de muitas nações ao redor do mundo.
Os robôs de cuidados a idosos são projetados para oferecer suporte em tarefas diárias, como monitoramento de condições de saúde e auxílio em situações de emergência, além de proporcionar maior mobilidade para os idosos.
Nos últimos anos, a China se destacou como um player importante na indústria de robôs humanoides. De acordo com um relatório recente da Morgan Stanley, o país apresenta um número crescente de empresas atuando nesse setor, o que posiciona a China como líder global na pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
O movimento agora em direção à padronização internacional pode impulsionar ainda mais o crescimento da indústria, criando uma base sólida para a produção em massa e a comercialização dos robôs.
Com a expectativa de que 2025 seja um ano decisivo para a indústria de robôs humanoides, os especialistas projetam que o setor atingirá um ponto de inflexão, com o início da produção em larga escala e a comercialização dos robôs, marcando uma nova fase para a tecnologia no cuidado aos idosos.
A criação de padrões internacionais poderá facilitar a integração de sistemas e aumentar a confiança tanto de consumidores quanto de investidores.
A padronização dos robôs de cuidados a idosos também abre portas para a adaptação da tecnologia a diferentes contextos globais, assegurando que os dispositivos atendam aos requisitos específicos de cada país e região.
O desenvolvimento de normas para a fabricação desses robôs pode, assim, desempenhar um papel crucial na aceleração da adoção em mercados internacionais, com foco na melhoria da qualidade de vida dos idosos, ao mesmo tempo em que contribui para a inovação no campo da robótica.
O avanço na tecnologia de robôs humanoides não é apenas uma tendência no setor de cuidados a idosos, mas também um reflexo das mudanças demográficas globais.
Com o envelhecimento da população, especialmente em países desenvolvidos, a demanda por soluções tecnológicas para o cuidado de idosos está crescendo.
Nesse contexto, os robôs de cuidados podem se tornar uma ferramenta essencial para garantir a qualidade de vida de uma população cada vez mais envelhecida, ao mesmo tempo em que oferecem alternativas viáveis para o suporte de famílias e profissionais da saúde.
A expectativa é de que, nos próximos anos, os robôs de cuidados a idosos se tornem uma realidade comercial em larga escala, com a China, em particular, liderando a vanguarda dessa transformação tecnológica.
Com informações do SCMP