Programa de visto permite residência permanente nos EUA para estrangeiros ricos que investirem US$ 5 milhões. A medida gera debate sobre segurança e corrupção
Donald Trump afirmou que os EUA venderão “cartões de ouro” no valor de US$ 5 milhões cada em troca de residência permanente para atrair estrangeiros ricos para a América. O presidente dos EUA fez o anúncio enquanto falava com repórteres na Casa Branca na tarde desta terça-feira (25), dizendo que o programa concederia “privilégios de green card mais” e uma “via para a cidadania” para aqueles que comprassem o cartão.
“Pessoas ricas virão para o nosso país ao comprar esse cartão. Elas serão ricas e bem-sucedidas, e gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas”, disse Trump.
Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, que estava ao lado de Trump no Salão Oval enquanto ele falava, disse que o programa do “cartão de ouro” substituirá o esquema EB-5, que oferece vistos para investidores estrangeiros.
Com o novo programa, os participantes pagarão a taxa de US$ 5 milhões diretamente ao governo dos EUA. “Eles terão que passar por verificações rigorosas, é claro”, disse Lutnick.
Muitos países oferecem programas de cidadania ou residência por investimento, mas eles têm sido alvo de críticas devido a riscos de segurança, além de preocupações com possíveis casos de corrupção e evasão fiscal.
“[Esses programas] podem ajudar a impulsionar o crescimento econômico por meio de investimentos diretos estrangeiros, mas também são atraentes para criminosos e funcionários corruptos que buscam escapar da justiça e lavar bilhões de dólares provenientes de atividades ilícitas”, apontou um relatório publicado pela OCDE em 2023.
Funcionários dos EUA não forneceram detalhes sobre quem seria elegível para o esquema do “cartão de ouro”. Quando questionado se oligarcas russos poderiam se qualificar para o programa, Trump respondeu: “Sim, possivelmente. Conheço alguns oligarcas russos que são pessoas muito boas.”
O plano de Trump — que ele disse que pretendia anunciar na semana que vem, mas decidiu antecipar — surge enquanto sua administração lançou uma ampla repressão contra imigrantes indocumentados e começou a realizar as deportações em massa prometidas durante sua campanha eleitoral.
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!