China lança canhão ferroviário com bomba inteligente e velocidade hipersônica

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Cientistas chineses avançam no desenvolvimento de tecnologia de canhão ferroviário, superando desafios significativos após a retirada dos EUA do projeto em 2021. O progresso contínuo visa tanto aplicações militares quanto o estímulo ao desenvolvimento de tecnologias civis de ponta.

Informações específicas sobre o horário e local da prova não foram divulgadas, mas o teste ocorreu antes de agosto de 2023. A velocidade projetada e o alcance da bomba guiada plana hipersônica permanecem confidenciais, embora cientistas navais tenham estabelecido metas de 200 km a Mach 7.

A tecnologia dos canhões ferroviários promete revolucionar a guerra, comparável à transição de carros a combustão para veículos elétricos. Apesar de décadas de esforços, a Marinha dos EUA encerrou o projeto em 2021. Na China, entretanto, o projeto recebeu apoio contínuo, resultando em avanços significativos.

Os decisores políticos chineses esperam que o progresso no canhão ferroviário também impulsione o desenvolvimento de ferrovias de alta velocidade e lançamentos espaciais econômicos.

A tecnologia usa forças eletromagnéticas para impulsionar projéteis a velocidades e alcances superiores aos métodos convencionais, prometendo reduzir significativamente os custos operacionais.

Durante testes de verificação, a equipe chinesa enfrentou o “travamento da velocidade de rotação”, um fenômeno que pode desviar gravemente o projétil.

Esse problema não foi identificado em testes de túnel de vento e simulações de computador, indicando a complexidade da operação do canhão eletromagnético.

Embora a rotação estabilize a trajetória do projétil, sua frequência deve diminuir rapidamente com o aumento da velocidade de voo.

Caso contrário, a ogiva pode inclinar-se, aumentando o arrasto e afetando a direção. A tecnologia dos canhões ferroviários não permite o uso de ranhuras espirais convencionais, exigindo uma abordagem diferente para controlar a rotação.

Análises e soluções

A equipe identificou que saliências externas, como asas deslizantes e lemes de cauda, podem sofrer deformações sob força de lançamento, perturbando a estabilidade aerodinâmica. Para replicar a falha em simulações de computador, os cientistas usaram algoritmos de IA, recriando o teste e prevendo resultados incertos.

Após analisar a probabilidade de travamento sob várias condições, a equipe propôs aumentar a velocidade de rotação inicial e ajustar o ângulo do leme da cauda para suprimir a ressonância.

Impacto e aplicações futuras

Lu, membro central do Laboratório Nacional Chave de Tecnologia de Energia Eletromagnética, fundado pelo Contra-Almirante Ma Weiming, lidera o projeto. A equipe de Ma visa criar um “super navio de guerra” movido a energia nuclear, capaz de lançar projéteis guiados de longo alcance.

Os contratempos anteriores, incluindo uma explosão de laboratório em 2012, não deteram o progresso. Lu arriscou a vida para salvar equipamentos e dados críticos durante o incidente.

Os militares chineses já aplicaram algumas tecnologias do projeto, como o sistema de catapulta eletromagnética no porta-aviões Fujian, semelhante ao USS Gerald R. Ford.

Os avanços incluem melhorias em armazenamento de energia, gerenciamento de energia, revestimentos resistentes ao desgaste, sensores de alta precisão e chips resistentes a pulsos eletromagnéticos, conforme especialistas militares.

Com informações da SCMP

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