China amplia uso de energia por gravidade

O sistema Rudong EVx (25 MW, 100 MWh, +35 anos de vida técnica) será o primeiro sistema comercial de armazenamento de energia por gravidade em escala de rede do mundo. (Foto: Business Wire)

Energy Vault avança com armazenamento de energia por gravidade, comparável ao consumo de grandes cidades

A Energy Vault, uma empresa global de armazenamento de energia com sede na Suíça, especializada em produtos de armazenamento de longa duração baseados em energia cinética e gravitacional, anunciou recentemente a construção de cinco novos sistemas de armazenamento de energia por gravidade na China. Estes sistemas totalizam uma capacidade de 1,16 GWh. Para contextualizar, esse volume é equivalente ao consumo anual de energia de uma grande cidade, como Porto Alegre, que tem aproximadamente 1,5 milhões de habitantes. Este montante também é comparável à produção anual de uma pequena hidrelétrica.

A tecnologia inovadora da Energy Vault utiliza a elevação e a descida controlada de blocos pesados, aproveitando a gravidade para gerar energia. Este método representa uma alternativa sustentável e de baixo impacto ambiental para o armazenamento de energia renovável.

A implantação destes sistemas na China será realizada pela China Tianying Inc, sob um acordo com a Atlas Renewable. Incluindo os projetos em desenvolvimento em Tong Liao, na Mongólia Interior, e um sistema já em fase de comissionamento, a expansão da Energy Vault na China abrangerá sete locais, alcançando uma capacidade total de 3,26 GWh. Este volume é quase equivalente ao consumo anual de energia de uma metrópole como Curitiba, que possui cerca de 2 milhões de habitantes. O investimento total nestes projetos ultrapassa 1 bilhão de dólares.

Os novos projetos incluem a construção de sistemas em várias províncias chinesas, como Hebei, Shanxi, Gansu, Jilin e Xinjiang. Destaca-se o sistema em Rudong, que está a caminho de se tornar o primeiro do mundo em escala comercial e de utilidade pública para armazenamento de energia por gravidade sem o uso de bombas hidráulicas.

Com informações da Renewables Now.

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