O líder do bureau político do Hamas, Ismail Haniyeh, expressou sua gratidão pela postura da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU, ao vetarem a resolução proposta pelos Estados Unidos. Segundo o movimento palestino, essa resolução condenava o ataque do Hamas e de outros grupos terroristas em Israel, ocorrido a partir de 7 de outubro.
Em resposta, o Hamas emitiu um comunicado destacando a valorização da posição da Rússia e da China, afirmando que a resolução americana “toma o lado da ocupação”.
Durante a reunião, o embaixador chinês nas Nações Unidas, Zhang Jun, expressou preocupação de que a adoção da proposta de resolução dos EUA comprometeria gravemente a perspectiva de se alcançar uma solução de dois estados no conflito israelo-palestino.
Por sua vez, o embaixador russo Vasily Nebenzia criticou o texto americano, chamando-o de “político”. Nebenzia acusou a delegação americana de recusar a oportunidade de consultar outras nações do Conselho de Segurança e de estabelecer prazos irrealistas e urgentes. Ele também argumentou que a resolução poderia ser interpretada como uma justificativa para uma possível operação terrestre de Israel em Gaza.
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