O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acaba de ultrapassar uma linha tênue que separa a imparcialidade judicial do ativismo político. Após uma representação feita pelo desembargador Marcelo Malucelli, o juiz Eduardo Appio foi afastado de suas funções dentro da jurisdição.
Malucelli, membro da 8ª Turma e pai de um sócio do escritório do ex-juiz Sérgio Moro, tentou impedir o depoimento de Tacla Duran, ordenando sua prisão com base em processos antigos. Após a revelação de suas conexões familiares, ele se afastou de casos relacionados à Operação Lava Jato, mas continuou a agir em sua defesa.
A justificativa alegada é baseada em uma suposta ligação telefônica entre Appio e o filho de Malucelli, fora do horário de expediente, para confirmar a filiação.
Esse episódio compromete ainda mais a imagem do TRF4 perante a opinião pública e levanta questionamentos significativos: quais são os interesses por trás dessa ação e o que se pretende encobrir.
Recentemente Appio, afirmou que a investigação de ações tomadas no âmbito da operação – como a apuração da colocação de um grampo na cela em que ficou preso o doleiro Alberto Youssef – “não é vingança”. “Isso é um acerto de contas com a verdade, não com as pessoas”.