O Ministério Público Federal (MPF) concluiu através de investigação que o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), atuou de forma direta no esquema de desvios de recursos públicos da Saúde.
De acordo com o MP, Ceciliano repassava a verba de sobra da Alerj para o tesouro estadual alegando que os recursos seriam transferidos para as secretarias municipais de Saúde.
Porém, o dinheiro tinha outra finalidade.
Segundo os investigadores, a verba era usada como propina para membros do parlamento fluminense.
O MPF afirma que além de deputados, membros do governo Witzel, procuradores e empresários atuavam como “sócios” no esquema criminoso.
Rota do dinheiro
Depois que o resto de verba da Alerj era devolvida para os cofres do estado, os recursos eram transferidos para o Fundo Estadual da Saúde.
Após essa primeira etapa, o dinheiro seria distribuído para fundos municipais indicados pelos parlamentares e quando essas sobras de orçamento da Alerj eram divididos entre esses fundos, o montante era convertido em propina.
Os investigadores afirmam que no ano de 2019, a Alerj fez duas operações para o estado no valor total de R$106 milhões.
O MPF também afirma que houve uma espécie de “grande acordo” entre o governador Wilson Witzel (PSC), o vice Cláudio Castro, os secretários Edmar Santos (Saúde), André Moura (secretaria de Governo) com os deputados Rodrigo Bacellar (Solidariedade), Márcio Canela (MDB) e André Ceciliano (PT).
O presidente da Alerj se pronunciou através de nota.
“Ceciliano reitera a sua confiança na Justiça e afirma que está pronto a colaborar com as autoridades e a contribuir com a superação desse grave momento que, mais uma vez, o Rio de Janeiro atravessa. Ele também colocou seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à disposição das autoridades.”