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Judiciário brasileiro descumpre acordo com Itália e nega direitos a Pizzolato

(Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press) A comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados enviou ao governo italiano uma reclamação formal contra o judiciário brasileiro, que está descumprindo acordo feito na extradição de Henrique Pizzolato, de que ele não teria nenhum de seus direitos negados. O tempo para que ele possa cumprir um regime aberto já […]

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(Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

A comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados enviou ao governo italiano uma reclamação formal contra o judiciário brasileiro, que está descumprindo acordo feito na extradição de Henrique Pizzolato, de que ele não teria nenhum de seus direitos negados. O tempo para que ele possa cumprir um regime aberto já passou, e ele continua em regime semi-aberto.

Não vou entrar aqui, dessa vez, no mérito de sua condenação, inteiramente injusta, sem base em qualquer prova, e contra inúmeras provas apresentadas pela defesa de que ele não cometeu nenhum dos crimes pelos quais foi condenado.

Que o judiciário cumpra pelo menos sua palavra!

Segue abaixo algumas palavras escritos pelo próprio Pizzolato, e enviadas a alguns amigos através de sua esposa.

Estou trabalhando das 8 h às 18 h de segunda-feia a sábado, ha aproximadamente um mês.

Embora já tenha ultrapassado o tempo de direito ao regime aberto e também para o regime condicional. Continuo no regime semi aberto.
A perseguição, discriminação e autoritarismo da justiça brasileira não tem limites.

Estou lhe enviando, em anexo, copia do ofício que a CDHM da Câmara dos Deputados enviou ao embaixador da Itália, denunciando as irregularidades, descumprimento do Acordo Brasil x Itália, alem das muitas injustiças cometidas pelas autoridades brasileiras na minha execução penal.

Se não bastasse todas as mentiras e injustiças da condenação, continuamos sendo vítimas da prepotência e soberba de autoridades e poder judiciário, atrasado, ineficiente, feudal, injusto e autoritário que se apartou de suas funções legais e constitucionais e se transformou num castelo de vaidades e arrogâncias, sempre massacrando os fracos e indefesos.

Há 12 anos gritamos por Justiças e Verdade!

Não calaremos nossa voz! Não aceitaremos nos submeter à forças dos “verdugos”, que usam o aparato do Estado para oprimir, humilhar e massacrar os indefesos.

“A dignidade de um povo se mede pela forma como trata seus prisioneiros!”

Sonhamos e lutamos por um pais bem diferente. Mais justo e solidário!
Ainda não nos rendemos. Deus nos tem preservado a saúde e a teimosia.
Precisamos de ajuda para que a truculência e a injustiças sejam derrotadas!

Abraços,

Pizzolato.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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João Severo

08/10/2017 - 10h45

Bom dia! Pizzolato, pura verdade, eu vivi e sei do quanto, aqueles que se julgam autiridades abusam truculentamente dos prisioneiros, sem qualquer distinção, sem pelo ao menos procurar conhecer e entender os possíveis crimes julgados pela justiça representada pelos incompetentes, arrogantemente e desumanos, que aproveitam dos seus cargos para punir e massacrar.

Me congratulo com você.

Abraços,

João severo

Jonas Carvalho

08/10/2017 - 00h19

As condenações da famigerada Ação 470 constituem-se no maior erro judiciário do Brasil e precisam ser revistas por um Tribunal Internacional.

Edlberto Pires

07/10/2017 - 01h55

VIU COM QUE AGILIDADE PRESTA A JUSTIÇA? QUANDO FAVORÁVEL PELO JUSTO E HONESTO FUNCIONÁRIO DO BANCO DO BRASIL, E DESONRA O COMPROMISSO COM O OUTRO PAÍS ISSO SIM É QUE É UMA VERGONHA- QUE OS JORNALISTAS DE PLANTÃO NÃO TEM A CORAGEM E HONRADEZ DE FALAR. CONDENAR É MUITO FÁCIL RECONHECER O ERRO QUE É DIFÍCIL- ONDE AS PROVA CONTRA PIZZOLATO? E QUANDO A POLICIA E A JUSTIÇA JUNTAMENTE COM PIG E GLOBO ERRAM E SEMPRE ACONTECE – QUEM PAGA O ESTRAGO? QUE SE DANE SERIA ISSO? A NAÇÃO QUE NÃO CUIDA DE SEUS CIDADÃOS NÃO MERECE CHAMA-LA DE UM PAÍS VERGONHOSO.

Antonio Passos

05/10/2017 - 20h50

Não vai dar em nada, porque a justiça italiana está rezando na mesma cartilha da lava jato. Aliás os italianos também estão se beneficiando da queima geral do patrimônio público brasileiro. Não será na Itália que o Brasil encontrará justiça para os seus presos políticos.

Miguel Barbosa

05/10/2017 - 19h54

Acompanho com muita dor na alma o sofrimento de Pizzolato: ele é um homem justo, correto, que deseja o bem para nosso País. É evidente que seus carrascos não ficarão quietos enquanto não o destruírem fisicamente, digo fisicamente, visto que espiritualmente, nada conseguirão. Acompanho o noticiário não só dos jornalões, como também dos blogs independentes, como é o caso do Cafezinho. Houve na História da Humanidade também um homem justo, sem mácula, nem o pecado ele tinha. Seus algozes, mesmo assim, o condenaram à morte. ELE, porém, não os amaldiçoou, pelo contrário, pediu ao Pai que perdoasse seus algozes: “PAI,perdoa, eles não sabem o que fazem”. Discordo apenas, da segunda parte do pedido. Eles sabiam, Jesus, o que faziam. Eles o mataram exatamente por isso, por saberem que o Senhor era inocente”. No caso de Pizzolato é diferente, ele é inocente, seus carrascos sabem disso. O que eles não sabem é que o Senhor, Pizzolato, não vai esmorecer, não vai entregar sua alma a esses crápulas. As p. de Cristo cotinuam valendo: “Pai, perdoa”. Eles têm ainda tempo de se arrependerem do que fizeram e do que estão fazendo com um inocente. Inocente tem origem na língua latina. Nocere significa prejudicar, a forma nocens é um particípio presente desse verbo, significando culpado. Já in-nocens é o contrario de nocens, o in- é um prefixo que indica negação. Portanto innocens significa não-culpado, inocente. Resista, Pizzolato, nós estamos acompanhando sua agonia. O Sr. vencerá, nós venceremos.


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