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setembro 2017

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Barroso, o cachorrinho da CIA, aceita denúncia contra Temer. E daí?

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Barroso aceitou  denúncia contra o presidente da república, Michel Temer. Abaixo, o texto publicado no site do STF, para registro histórico.

Ai, ai, Barroso…

Barroso acaba de voltar de Washington, onde participou de seminário no Instituto Wilson, um dos thinks tanks mais importantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, e que representa para o golpe de hoje o que foram o Ibad e o Ipes para o golpe de 1964, e onde ele, Barroso, fez questão de afirmar sua submissão à Lava Jato e a Sergio Moro, ignorando todas as críticas internas no Brasil e o profundo drama social vivido pelos brasileiros pobres.

Não foi apenas Palocci que se tornou cachorro de Sergio Moro. Barroso também. De Sergio Moro e da CIA.

Assistam ao vídeo de Barroso no Instituto Wilson e dêem sua opinião!

Bem, o que pretende Barroso?



Agora a gente já entende como é o jogo.

Ao mesmo tempo em que ele sinaliza apoio a todas as reformas neoliberais defendidas por Temer e Globo, o judiciário faz questão de afirmar que ele, o judiciário, detêm o poder.

O judiciário e a mídia, claro.

Barroso não tomaria nenhuma medida que não contasse com o apoio integral da Globo.

Ao mesmo tempo, Globo e mídia em geral, apoiam o governo através de uma manipulação brutal da informação, que confunde a sociedade e a impede de se organizar.

A Globo apoia e participa dos ataques judiciais que debilitam as forças de oposição a Temer. Essa é a maneira mais inteligente de apoiar um governo: ajude a destruir seus adversários.

A Globo e o judiciário, sentindo a dificuldade de apoiar abertamente um governo tão manifestamente bandido, e tão profundamente rejeitado pela população, preferem apoiar a destruição das forças políticas que poderiam organizar e conduzir protestos populares.

A análise de que a Globo ou o Judiciário querem “derrubar” Temer é uma falácia, porque Globo e Judiciário apoiam tudo que Temer faz, tudo que Temer fala, tudo que Temer veste, tudo que Temer propõe, e atacam todos aqueles que, verdadeiramente, de maneira política e sistemática, se opõem a Temer.

O Brasil foi tomado por organizações criminosas, e não me refiro aos políticos, e sim ao consórcio formado por suas instituições jurídicas e mídia.

Ao aceitar a denúncia contra Temer, e ao mesmo tempo silenciar sobre a ação que pede a anulação do impeachment, Luis Roberto Barroso faz jus à sua fama de “príncipe do estado de exceção”.

Ele quer pairar sobre o país devastado como um ser superior, etéreo, acima das paixões políticas, tentando talvez enganar a si mesmo sobre o papel central que desempenhou no golpe de estado que assassinou 54 milhões de votos.

Barroso já parou para analisar que o mesmo presidente que ele considera suspeito tem o poder de despejar milhões de reais na imprensa, via recursos da Secom, além de controlar a TV Brasil de maneira cada vez mais ditatorial?

Seria sofisticado demais para o intelecto do príncipe entender que um governo com rejeição de 95% está jogando dinheiro público apenas em mídias que apoiam as reformas igualmente rejeitadas por 95%, e que isso é, evidentemente, uma afronta ao mais basilar princípio republicano, onde se deve separar o que pertence ao governo e o que pertence ao Estado?

As empresas de mídia, financiadas por aqueles que estão salivando para se tornarem donos do nosso patrimônio público, sem sequer usar dinheiro do próprio bolso (o BB e o BNDES irão financiar), também recebem dinheiro de um governo profundamente corrupto, que coordena as privatizações.

Isso é corrupção, pura e simplesmente, mas quem fará essa denúncia?

Entretanto, será interessante acompanhar a reação da imprensa à denúncia contra Temer. Irão mandar repórteres fuçar o passado do ex-presidente?

Irão fazer infográficos?

Ah, tinha esquecido. Amanhã tem espetáculo da Lava Jato em Curitiba. Não poderia haver momento melhor para denunciar Temer.

As atenções estão todas voltadas para… Lula.

***

No site do STF

Terça-feira, 12 de setembro de 2017
Ministro Barroso autoriza abertura de novo inquérito contra o presidente Michel Temer

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (12) a abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer, para investigação de suposta prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro. O novo inquérito, requerido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Petição (PET) 7123, envolve possível repasse de valores a Michel Temer e a Rocha Loures e eventual vinculação de serviços prestados por representantes da Rodrimar S/A à edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado pelo presidente da República.

Ao deferir o pedido, o ministro Barroso observou que, para a abertura de inquérito, basta a existência de indícios plausíveis de materialidade e autoria. No caso dos autos, o relator considerou que os elementos colhidos pela Procuradoria-Geral da República revelam que Rodrigo Rocha Loures, “homem sabidamente da confiança do presidente da República”, menciona pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses ilícitos para o próprio presidente, em troca da edição de ato normativo de específico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S/A, demonstrando haver razoabilidade no pedido de abertura de inquérito formulado pelo procurador-geral.

“A ninguém deve ser indiferente o ônus pessoal e político de uma autoridade pública, notadamente o Presidente da República, figurar como investigado em procedimento dessa natureza. Mas este é o preço imposto pelo princípio republicano, um dos fundamentos da Constituição brasileira, ao estabelecer a igualdade de todos perante a lei e exigir transparência na atuação dos agentes públicos. Por essa razão, há de prevalecer o legítimo interesse social de se apurarem, observado o devido processo legal, fatos que podem se revestir de caráter criminoso”, afirmou o relator.

O ministro enfatizou que a autorização de abertura de inquérito não implica qualquer prejulgamento nem rompe com a presunção de inocência que a Constituição assegura a todos os cidadãos brasileiros.

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