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Roleta viciada no STF. O escárnio venceu o cinismo, Carmen Lúcia?

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(Na foto, Carmen Lucia recebendo uma propina da Globo, em troca de sua obediência irrestrita ao script do golpe)

O sorteio de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes como responsáveis de todos os processos envolvendo Aécio Neves, Serra e Aloysio Nunes provocou não apenas desconfiança na opinião pública, mas escárnio.

Vale até mesmo citar uma das frases pomposas que Carmen Lúcia, presidenta do STF, deu de presente à Globo: “O escárnio venceu o cinismo”.

Não é que você estava certa, Carmen?

O nosso colega de twitter, @jornalismowando, lembrou-nos, em boa hora, que o STF resolveu, simplesmente, surrupiar a necessária transparência dos sorteios de relatorias, conforme manda a lei e o bom senso para qualquer ato envolvendo uma instituição pública.

Em outras palavras, o STF esconde o algoritmo do sorteio.

O Globo tinha noticiado este estranho segredo em janeiro deste ano, mas a informação, como acontece sempre quando não há interesse político do grupo, ficou mais escondida que os algoritmos. Não foi para o Jornal Nacional. Não virou editorial. Não apareceu na capa. Após ser publicada no blog do Lauro Jardim, foi rapidamente soterrada por toneladas de outras notícias.



Por sorte, existe o Google.

***

No blog do Lauro Jardim

STF esconde algoritmo de sorteio de processos como o da Lava-Jato

POR GUILHERME AMADO
31/01/2017 15:30

Tudo indica que a relatoria da Lava-Jato será mesmo sorteada entre os integrantes da Segunda Turma do STF — Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e mais um ministro que se transferir da Primeira Turma.

Paira no meio jurídico, todavia, desconfiança sobre a transparência do sorteio.

No ano passado, o STF negou a um cidadão que pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação, o código fonte do algoritmo supostamente aleatório usado para distribuir os processos entre os ministros.

O STF alegou, para justificar a recusa, falta de previsão legal.

No entanto, Daniel Chada, engenheiro do projeto Supremo em Números da FGV Direito Rio, e Ivan A. Hartman, coordenador do mesmo projeto, que monitora o tribunal, defenderam em artigo, no ano passado, que a divulgação do algoritmo para que se cheque sua infalibilidade não colocaria em risco em momento algum o processo.

Muito pelo contrário.

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